O Trevo da Cantuária
De manhã cedo, o sol varre as montras ainda lacradas pelo gradeamento e transforma a fachada numa caixa de luz. Depois a vida começa: o toldo ocupa-se das sombras, o leiteiro coloca as garrafas junto às portadas e eu tornei a olhar para a cegonha pintada na frontaria do pequeno hotel. Segui pela M20 na direcção de Ashford e da região de Hythe com o objectivo de visitar a quinta de Pent onde Joseph Conrad viveu durante quase uma década. Estacionei o carro e com a maresia a fazer de sudário corri pelo relvado ao longo do muro de tijolo de onde se vê a antiga eira. Entrei na enorme cozinha e imaginei logo Conrad de gestos largos a atirar latas de cerveja e chávenas de chá contra a lareira, enquanto discutia com amigos acerca dos direitos divinos da realeza.
O texto integral vive na garrafa e no livro da edição. Aqui fica o rótulo, o autor e o lugar desta história dentro do cadáver.
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